as tendências que vão pisar fundo no verão (e como usá-las com Paula Torres)
Por We Are Too Fashion
Por que olhar para copenhagen?
Bicicletas cruzando ruas de paralelepípedo, desfiles em parques e à beira da água, gente comendo cardamom bun entre um show e outro.
A Copenhagen Fashion Week tem uma atmosfera diferente de qualquer outra semana de moda, e talvez seja exatamente por isso que, nos últimos anos, ela deixou de ser um evento mais nichado e coadjuvante para virar um grande momento do calendário fashion internacional.
Este ano a CPHFW completou 20 edições, e nós fomos até lá cobrir a semana com a nossa própria lente, a do We Are Too Fashion, olhando não só para o que desfilou na passarela, mas para o que as pessoas de fato vestiram para assistir aos desfiles. E é dessa mistura que nasce este post: um raio-x das tendências de Copenhagen SS27 e, principalmente, de como transformá-las em looks possíveis usando os sapatos Paula Torres.
The big picture: O que Copenhagen nos mostrou?
Percebemos um certo fio condutor nesta edição: o minimalismo escandinavo não foi embora, ele foi desarrumado. As peças básicas continuam lá (a camisa clean, o vestido reto, a alfaiataria) mas agora aparecem sobrepostas, contrastadas e um pouco fora do lugar, com uma dose de humor e personalidade que Copenhagen nunca teve medo de assumir.
Silhueta: A peplum voltou, mas nada parecida com a versão comportada dos anos 2000. Agora ela vem generosa, quase como uma saia extra costurada na cintura, criando volume onde antes só havia linhas retas.
Textura e costura: Rendas antigas, bordado inglês (aquele vazadinho, delicado) e tecidos que lembram toalha de mesa apareceram bordando vestidos, camisas e saias, misturados sem cerimônia a jeans e camisetas brancas. Franjas e fios soltos também tiveram seu momento, dando movimento a peças que, de outra forma, seriam só neutras.
Cor: Depois de temporadas mais comportadas, a cor voltou com vontade: o verde mais ácido e o vermelho vibrante apareceram com força, dividindo espaço com um rosa que não escolheu um tom só, do neon ao pastel, tudo convive, e com um azul turquesa que virou point em acessórios e sapatos.
Acessórios: Lenços na cabeça, chapéus estilo pillbox, broches espalhados pelas produções e bolsas maiores do que o necessário completaram os looks.
Sapatos: Foi, sem dúvida, a categoria que mais rendeu conversa nas ruas de Copenhagen, e a que mais nos interessou de perto. Registramos oito movimentos rodando ao mesmo tempo, alguns de silhueta, outros de cor:
- o kitten heel virou o salto favorito de quem quer elegância sem abrir mão de andar de bicicleta até o próximo desfile;
- o sling back apareceu como o detalhe que dá um ar mais sofisticado até a um look básico, só pela tira no calcanhar;
- os toe shoes, bicos abertos, divididos ou mais esculturais, apareceram bastante, geralmente em quem queria um sapato com mais personalidade;
- a sandália com meia consolidou um styling que até pouco tempo soava estranho e hoje já é comum nas ruas de fashion week;
- wrong shoe theory: a ideia de combinar o sapato “errado” de propósito, quebrando a expectativa do look, pareceu com força, geralmente puxada pelos toe shoes e pelos modelos mais esportivos;
- a jelly voltou como sapato desejo, resgatando um clássico que a gente já tinha visto renascer por aqui;
- muito vermelho e muito azul, formando a dupla de cor mais repetida da semana;
- e os sapatos mais esportivos dividiram as ruas com os modelos mais clássicos.

paula torres copenhagen edit
Pegamos quatro dessas leituras de Copenhagen e cruzamos com o universo Paula Torres. O resultado são quatro moods: quatro formas diferentes de carregar um pouco da semana de moda dinamarquesa no guarda-roupa, cada uma com uma personalidade própria e um grupo de sapatos que tangibiliza a ideia.
Mood 1: O Kitten Heel Effect
A referência: o salto baixo e fino que virou o queridinho de Copenhagen esta temporada — elegante o suficiente para um desfile, baixo o suficiente para atravessar a cidade inteira de bicicleta sem sofrer.

Como usar: é o salto para quem quer personalidade e conforto. Funciona sozinho com uma calça reta ou um vestido midi, sem pedir mais nada.
O sapato Paula Torres: Scarpin Sintra, Mule Duda e Scarpin Cassie carregam exatamente essa proposta, o meio-termo perfeito entre o conforto de um dia inteiro em pé e a sofisticação de um salto que não passa despercebido.

Mood 2: Sling Back & Meia
A referência: duas tendências que caminharam juntas nas ruas de Copenhagen, o sling back, com aquela tira fina no calcanhar que dá um ar mais desenhado a qualquer sapato, e a sandália (ou sapatilha) usada por cima de uma meia fina, um styling que já não é mais brincadeira de fashion week, é um hábito real para aprimorar o look quando está aquele clima ameno.

Como usar: meia fina lisa (preta, branca ou num tom que converse com o look) porbaixo do sapato de tira, com bainha da calça um
pouco mais curta para o detalhe aparecer. Funciona tanto num look de trabalho quanto num passeio de fim de semana.
O sapato Paula Torres: o Scarpin Cassie repete aqui (prova de como um bom sling back atravessa mais de um mood), ao lado da
Sapatilha Chiara e do Scarpin Olga, todos com esse fechamento de tira que é a cara da tendência.

Mood 3: Toe Shoes
A referência: os bicos abertos, divididos ou esculturais que dominaram Copenhagen, usados, muitas vezes, como a própria aplicação prática da wrong shoe theory: escolher de propósito o sapato que ninguém esperaria ver naquele look.

Como usar: aqui o sapato é o ponto de partida do look, não o acabamento. Vestido liso, alfaiataria neutra ou jeans reto por cima, e o bico aberto ou escultural faz o trabalho de deixar a produção interessante.
O sapato Paula Torres: Mule Helena, Mule Velvet e Slider Velvet são a leitura da marca para essa tendência sem abrir mão do conforto e do acabamento artesanal de sempre.

Mood 4: Jelly, Cor Intensa e Sneakerina
A referência: duas tendências independentes de Copenhagen que não tinham por que se cruzar, a volta da jelly como sapato desejo, e uma paleta de vermelho e azul intensos espalhada por sapatos de todos os tipos, não só pelas jellies. A coincidência boa é que a Lara Jelly da Paula Torres já existe exatamente nessas duas cores, então ela cumpre as duas tendências de uma vez, sem precisar de ajuste nenhum. Do lado mais esportivo, tênis e sapatilhas que misturam desenho mais delicado com aspectos mais esportivos, também tiveram seu momento nas ruas.

Como usar: é o mood mais despretensioso dos quatro. A jelly entra bem comuma peça mais estruturada por cima (alfaiataria, vestido liso) criando o contraste que dágraça ao sapato lúdico. Já o sneakerina pede a lógica oposta: um look mais casual, jeans ou legging, que deixa o tênis carregar sozinho o toque fashion da produção.
O sapato Paula Torres: a Sapatilha Lara Jelly, nas versões dark blue e red, que já ganhou seu próprio post aqui no blog, e o Tênis Sneakerina Jolie, a leitura mais esportiva da marca para a tendência da temporada.

O Que Fica depois de copenhagen?
Passada a euforia da semana, três ideias ficaram claras:
A primeira é que o sapato deixou de ser o último detalhe do look para virar o ponto de partida dele. Em vez de fechar a produção, ele passou a defini-la.
A segunda tem a ver com a wrong shoe theory, essa ideia de escolher de propósito o sapato que não seria óbvio ali. Ela funciona quando existe confiança suficiente para sustentar a escolha mesmo quando ela foge do esperado.
E a terceira é que conforto e sofisticação pararam de disputar espaço. Entre o kitten heel, a sapatilha e o sling back usado com meia, ficou claro que dá para estar o dia inteiro em pé sem abrir mão de um sapato que carrega, sozinho, toda a informação de moda do look.
Copenhagen continua sendo o lugar onde a moda torna-se experimental e divertida, e este ano isso ficou mais claro nos pés do que em qualquer outra peça do guarda-roupa.

